Uma bela reflexão sobre a inveja

Fonte:  Mãe Stella faz uma bela reflexão sobre a inveja. Foto: Diego Mascarenhas / Ag. A TARDE/ 09.07.2010

Maria Stella de Azevedo Santos

A minha função espiritual faz de mim uma intermediária entre o humano e o sagrado e para exercê-la da melhor maneira possível tenho como instrumento o Jogo de Búzios. Pessoas de diferentes idades, raças e até mesmo credos, buscam a ajuda desse oráculo. Surpreende-me o fato de que uma grande parte dos que me procuram sente-se vítimas de inveja.

Engraçado é que nunca, nem um só dia sequer, alguém chegou pedindo-me ajuda para se libertar da inveja que sentia dos outros. Será que só existem invejados? Onde estarão os invejosos? E o pior é quando consulto o oráculo e ele me diz que os problemas apresentados não são decorrentes de inveja, a pessoa fica enfurecida.

Percebo logo que existe ali uma profunda insegurança, que gera uma necessidade de autovalorização. Se isso ocorresse apenas algumas vezes, menos mal, o problema é que esse comportamento é uma constante. Isso me leva a pensar que cada pessoa precisa olhar dentro de si, tentar perceber em que grau a inveja existe dentro dela, para assim buscar controlar e emanar este sentimento, de modo que ela não venha a atuar de maneira prejudicial ao outro, mas principalmente a si, pois qualquer energia que emitimos, reflete primeiro em nós mesmos.

Uma fábula sobre a inveja serve para nossa reflexão: Uma cobra deu para perseguir um vagalume, cuja única atividade era brilhar. Muito trabalho deu o animalzinho brilhante à insistente cobra, que não desistia de seu intento. Já exausto de tanto fugir e sem possuir mais forças o vagalume parou e disse à cobra: – Posso fazer três perguntas? Relutante a cobra respondeu: – Não costumo conversar com quem vou destruir, mas vou abrir um precedente. O vagalume então perguntou: -Pertenço à sua cadeia alimentar?- Não, respondeu a cobra. – Fiz algum mal a você-?- Não, continuou respondendo a cobra.- Então por que me persegue?- perplexo, perguntou o brilhante inseto. A cobra respondeu: – Porque não suporto ver você brilhar, seu brilho me incomoda.

Ingênuas as pessoas que pensam que o brilho do outro tem o poder de ofuscar o seu. Cada um possui seu brilho próprio, que deve estar de acordo com sua função. Existem até pessoas cujas funções requerem simplicidade, onde o brilho natural só é percebido através do reflexo do olhar do outro.

Lembro-me de uma garotinha de apenas 10 anos de idade que a mãe me procurou para ajudá-la, pois ela ficava furiosa quando não tirava nota dez na escola. Comportamento que fazia com que seus coleguinhas se afastassem dela. Algumas tardes eu passei conversando com a garota. Um dia ela chegou me dizendo que não aparesentava mais o referido problema, que até tirou nota dois e não se incomodou.

Fiquei muito feliz, cheguei mesmo a ficar vaidosa, pois acreditei que aquela nova atitude era resultado de nossas conversas. Foi quando ela me disse:- Sabe por que não me incomodei de tirar nota dois, Mãe Stella? Ansiosa, perguntei:- Por que? Ao que ela me respondeu: – Porque o resto da turma tirou nota um. Rimos juntas da minha pretensa sabedoria de conselheira e do natural instinto de vaidade que ela possuía e que muito trabalho teria para domá-lo. O desejo que a garota possuía de brilhar mais do que os outros, com certeza atrairia para ela muitos problemas. Afinal, ela não queria ser sábia, ela queria ser vista.

O caso contado anteriormente fez lembrar-me de outro que eu presenciei, onde uma senhora repleta de ouro insistia em me dizer que as pessoas estavam olhando para ela com inveja. Cansada daquele queixume, disse-lhe que quem não quer ser visto, não se mostra.

A inveja é popularmente conhecida com olho gordo. Se não queremos ser atingidos pelo olho gordo do outro, devemos cuidar para que que nossos olhos emagreçam, não deixando que eles cresçam com o desejo de possuir o alheio. Já que fazemos dieta para nossos corpos serem saudáveis, devemos também fazer dieta para nossos olhos, pois eles refletem a beleza da alma. A tendência agora é, portanto, olhos magrinhos, mas não anoréxicos, pois alguns desejos eles precisam ter, de preferência desejos saudáveis.

Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá

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Sindrome do Pavão, qual o seu grau????

                                         

Conhecemos como pavão aquela ave que poderia até mesmo ser confundida com uma galinha d´angola crescida se não fosse uma particularidade que proporciona-lhe um toque todo especial de ser – uma calda  grande e volumosa que se abre em um leque multicolorido para impressionar os outros de mesma espécie.

Sabemos também que há muito pavões que não são aves, mas, sim, seres humanos. Seria uma reencarnação de uma evolução da ave à forma humana? Não. Não penso assim, apesar de que creio em reencarnação e na evolução dos seres vivos, mas, neste caso em específico, não se trata da questão.

O que estou falando é da vaidade do ser humano que é exagerada de tal forma que cega-lhe às vistas do ridículo e da falta de bom censo. A esse tipo de pessoa digamos que ela carrega consigo a SÍNDROME DE PAVÃO. É fácil enxergá-la, basta conviver com um determinado tipo de pessoa a qual toda hora puxa algum assunto elogiando suas próprias qualidades e ações. Essa pessoa também conversa dessa forma na pretensão de arrancar elogios teus, portanto, se você acaba limitando-se a apenas ouvir, certamente acabará discutindo com ela ou, se você tiver muita paciência, poderá permanecer calado enquanto assistirá  ela perder a calma na sua frente, com a maior facilidade.

A pessoa que tem a SÍNDROME DE PAVÃO reconhece a importância de cada um que faz parte de sua vida. Não se trata de uma ingrata. Porém, pouco elogia e só puxa para si a atenção de fatos em que ela participa – ainda que haja vários conhecidos em comum.

Ela sabe mais, ela tem sempre o melhor consigo, ela sempre apresenta-lhe algo que com certeza você deve gostar… e lembre-se: deve dizer-lhe que gostou muito!, ela vai fazer sugestões sobre coisas tuas ou poderá ficar calada e desabafar, depois, que ela faria melhor de outra maneira. Quando seu ego não está sendo correspondido, normalmente ela passa a criticar qualquer coisa que você faça, contraria tuas colocações acerca de assuntos que sequer interessam a ela própria… e pode, até mesmo, alterar a voz querendo impor-se a você, sem motivos.

Conflitos, discussões e brigas são bem comuns nas pessoas que tem um alto índice da síndrome. Esse comportamento excessivamente vaidoso torna-a prepotente e inconveniente a ponto de torná-la convicta de que sua opinião e sua ação é bem vinda em qualquer lugar, a qualquer hora – o outro deve “engolir” seu conhecimento e sabedoria.

A pessoa não percebe que passou dos limites. Esquece-se de que ninguém pensa igual e que o Sol nasce para todos.

Tudo acaba se tornando bastante ridículo. E ela – que antes era tão interessante quanto você – passa a povoar sua mente de forma desagradável; ainda que tenha qualidades e faça boas ações, a desagradabilidade é o que acaba ficando registrado nos conceitos de quem está em seu caminho.

Em geral, essa síndrome não tem cura. Através de um processo de autoconhecimento pode-se verificar as causas para essa necessidade do ego em mostrar-se de forma tão agressiva e imponente, sendo assim, controlar o comportamento. Mas bani-lo – uma vez instalado e enraizado – não há como.

É como uma doença incurável – como a AIDS, por exemplo – em que pode-se viver muito bem, se tratada. Mas deixe o tempo passar, sem dar-lhe a devida atenção, que muitos estragos virão.

Só quero deixar claro que os pavões a quem citei são pessoas maravilhosas, possuem um nível de inteligência e percepção grandes, são bons comunicadores e são portadores de uma educação que é simplesmente fenomenal de tão boa e atraente, contagiante. São pessoas cheias de qualidade e mostram com facilidade o elevado potencial de que são dotadas. Mas, infelizmente, cegam-se por momentos de egoísmo, glória individual e mostram-se bem mais levianos (no sentido de leve e não de maldade) do que realmente são.

Essa é a SÍNDROME DE PAVÃO. Muita vaidade e pouca atenção.

E todo mundo está sujeito a essa excessiva vontade de exposição.

Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.

Fragmento do texto  Síndrome do Pavão

Fonte:http://socializando2009.blogspot.com/2010/12/sindrome-de-pavao.html

Ação das trevas em grupos espíritas

Em visita ao blog Espiritualidade e Ciência li esta mensagem e achei muito apropriado para postar aqui no blog fica para reflexão geral. 

Fonte: http://espiritualidadeciencia.blogspot.com/2011/06/acao-das-trevas-em-grupos-espiritas.htm l

Na mensagem abaixo não consta o autor e nem mesmo o Centro Espírita no intuito de preservar sua identidade e, assim sendo, evitar represálias daqueles que não creem na vida após a morte.
Encaminho a vocês para que repassem àqueles que acreditam e, principalmente, àqueles que fazem algum trabalho em alguma casa espírita.
Infelizmente, muitos de nós acreditamos que pelo simples fato de sermos espíritas as “portas do paraíso” já estão escancaradas (hum….) e deixamos que nosso ego fale mais alto em nossos trabalhos quando deveríamos deixar que apenas o AMOR e a HUMILDADE fossem nosso guia.
Para mim, este e-mail caiu como uma luva!!!!!
Um super abraço e que tenhamos uma semana repleta de paz e de luz!

“Prezados irmãos. Que Jesus nos abençoe e nos fortaleça no seu amor.

Quando nos propomos a falar da Ação das Trevas nos Grupos Espíritas, antes de tudo precisamos saber de quais Espíritos estamos falando, porque a grande maioria de Espíritos obsessores que vêm às Casas Espíritas são mais ignorantes do que propriamente maldosos.

No livro “Não há mais tempo”, organizado pelo Espírito Klaus, nós publicamos uma comunicação de um verdadeiro representante das organizações do mal e percebemos que há uma grande diferença entre o que nós classificamos como Espíritos obsessores e os verdadeiros representantes das trevas.

Eu estava presente na reunião na qual essa entidade se manifestou.

Quando o Espírito incorporou a doutrinadora disse: “Seja bem vindo meu irmão!”.

Ele respondeu: “em primeiro lugar não sou seu irmão, em segundo lugar eu conheço o seu sentimento. Sei que você não gosta nem das pessoas que trabalham com você na casa, que dirá de mim que você não conhece. Por isso duvido que eu seja bem vindo aqui”. Ela ficou um tanto desconsertada, porém, disse: “mas meu irmão, veja bem, isto aqui é um hospital”. Ele respondeu: “muito bem, agora você vai dizer que eu sou o doente e que você vai cuidar de mim, não é isto?”.

Ela disse: “Sim”.

“Pois bem, e quem garante para você que eu sou um doente? Só porque eu penso diferente de você. Aliás, o que a faz acreditar que possa cuidar de mim? Quem é que cuida de você? Porque suponho que quando alguém vai cuidar do outro, este alguém esteja melhor que o outro e, francamente, eu não vejo que você esteja melhor que eu. Porque eu faço o mal?

Porque sou combatente das idéias de Jesus? Sim, é verdade, mas admito isto, enquanto que você faz o mal tanto quanto eu e se disfarça de espírita boazinha”.

Outro doutrinador disse: “meu irmão, é preciso amar”.

O Espírito respondeu: “acabou o argumento. Quando vocês vêm com esta ladainha que é preciso amar é que vocês não têm mais argumentos”. “Mas o amor não é ladainha meu irmão”. “Se o amor não é ladainha por que o senhor não vai amar o seu filho na sua casa? Aliás, um filho que o senhor não tem relacionamento há mais de 10 anos. Se o senhor não consegue perdoar o seu filho que é sangue do seu sangue, como é que o senhor quer falar de amor comigo? O senhor nem me conhece.

Vieram outros doutrinadores e a história se repetiu até que, por último, veio o dirigente da casa e com muita calma disse: “Não é necessário que o senhor fique atirando estas verdades em nossas faces. Nós temos plena consciência daquilo que somos. Sabemos que ainda somos crianças espirituais e que precisamos aprender muito”.
“O Espírito respondeu: “até que enfim alguém com coerência neste grupo, até que enfim alguém disse uma verdade. Concordo com você, realmente vocês são crianças espirituais e como crianças não deveriam se meter a fazer trabalho de gente grande porque vocês não dão conta”.

COMO AGEM OS ESPÍRITOS REPRESENTANTES DAS TREVAS EM NOSSOS NÚCLEOS ESPÍRITAS?

Como vimos, os verdadeiros representantes das trevas além de maldosos são, também, extremamente inteligentes. São Espíritos que não estão muito preocupados com as Casas Espíritas.
Eles têm suas bases nas regiões da Sub-Crosta. São Espíritos que estiveram envolvidos, por exemplo, na 1ª e 2ª guerras mundiais e no ataque às Torres Gêmeas nos Estados Unidos. São os mentores intelectuais de Bin Laden, de Sadam Hussein e de inúmeros outros ditadores que já passaram pelo mundo, porque eles têm um plano muito bem elaborado, que é o de dominar o mundo. Os grupos espíritas não apresentam tanto perigo para eles.

Esses Espíritos estarão sim atacando núcleos espíritas desde que o núcleo realmente represente algum perigo para as intenções das trevas. Portanto, quando nós falamos das inteligências do mal nós estamos falando destes Espíritos que têm uma capacidade mental e intelectual muito acima da média em geral. Normalmente não são esses Espíritos que se comunicam nas nossas sessões mediúnicas. Normalmente eles não estão preocupados com os nossos trabalhos, a não ser que esses trabalhos estejam bem direcionados, o que é muito difícil, e represente algum perigo para eles.

Nós que vivemos e trabalhamos numa Casa Espírita sabemos bem dos problemas encontrados nas atividades desses grupos. Para ilustrar vou contar para vocês um fato verídico ocorrido numa Casa Espírita. Um Espírito obsessor incorporou na sessão mediúnica e disse para o grupo: “Nós viemos informar que não vamos mais obsediar vocês. Vamos para o outro grupo”.  Houve silêncio até que alguém perguntou: “Vocês não vão mais nos obsediar, por quê?”. O Espírito respondeu: “existe nesta casa, tanta maledicência, tanta preguiça, tanto atrito, tantas brigas pelo poder, tantas pessoas pregando aquilo que não praticam, que não precisamos nos preocupar com vocês, você mesmos são obsessores uns dos outros”.

POR QUE REALIZAR UM SEMINÁRIO RESSALTANDO A AÇÃO DAS TREVAS?
FALAR DO MAL NÃO É AJUDAR O MAL A CRESCER?

No livro a “Arte da Guerra” está escrito: “se você vai para uma guerra e conhece mais o seu inimigo que a você mesmo, não se preocupe, você vai vencer todas as batalhas. Se você conhece a si mesmo, mas não conhece o inimigo, para cada vitória você terá uma derrota. Porém, se você não conhece nem a si mesmo e nem ao inimigo, você vai perder todas as batalhas”. Infelizmente, a grande maioria das pessoas não conhece a si mesma. Têm medo da reforma intima, têm medo do que vão encontrar dentro de si. Negam a transformação interior.

Precisamos falar das trevas para conhecermos as trevas. Se não conhecermos como eles manipulam os tarefeiros espíritas como é que vamos saber nos defender deles. Para isso é preciso refletirmos nesta condição de nos conhecermos, até porque toda ação das trevas exteriores é um reflexo das trevas que nós carregamos dentro de nós. É preciso realmente realizarmos a nossa reforma interior para sairmos da sintonia dessas entidades.

E OS GUARDIÕES QUE CUIDAM DO CENTRO, COMO É QUE FICA?

Não podemos esquecer que os benfeitores espirituais trabalham respeitando o nosso livre arbítrio. Uma Casa Espírita como esta possui o seu campo de proteção, uma cerca elétrica construída pelos benfeitores, porém, quem a mantém ligada são os trabalhadores encarnados. Toda vez que há brigas dentro do centro, toda vez que há grupos inimigos conflitando-se, toda vez que há maledicências, é como se houvesse um curto circuito nesta rede, é como se houvesse uma queda de energia, e as entidade do mal entram. Os benfeitores espirituais estão presentes, a rede é religada, mas, as entidades dos mal já entraram. O grande problema é que quase sempre nós não estamos sintonizados com o bem. A ação do bem em nossa vida é fundamental.

Por exemplo: o Umbral não é causa, o Umbral é efeito. Só existe o Umbral, a zona espiritual inferior que cerca o planeta, porque os homens têm sentimentos medíocres e inferiores. No dia que a humanidade evoluir o Umbral desaparece, porque ele é conseqüência. Por isso que não podemos nos esquecer que as trevas exteriores são apenas uma extensão das nossas trevas interiores. Existe, sim, a proteção espiritual nas Casas Espíritas, porém, os Espíritos amigos respeitam o nosso livre arbítrio.

COMO É QUE OS GRUPOS ESPÍRITAS PODEM SE DEFENDER DAS TREVAS?

• Havendo muita sinceridade, amizade verdadeira e, principalmente, muito amor entre todos os colaboradores do grupo.


• Existindo a prática da solidariedade, carinho e respeito para com todas as pessoas que buscam o grupo ou para estudar ou para serem orientadas ou para receberem assistência espiritual.


• Havendo muito comprometimento com a causa espírita.

• Realizando, periodicamente, uma avaliação dos resultados obtidos, para verificar se os três itens anteriores estão realmente acontecendo .

‘’Corrige em ti o que te desagrada em mim’’. (Emmanuel)

Relaxar


:: Elisabeth Cavalcante :: 

Fonte: http://www.somostodosum.com.br

Vivemos pressionados por tantas solicitações do mundo exterior, que se torna cada dia mais difícil encontrar um espaço de paz e serenidade dentro de nós.
Cobramo-nos mais coragem, mais competência, mais ambição, mais empenho na superação de nossas dificuldades.

E todas estas metas que nos impomos, acabam se constituindo em mais um obstáculo ao alcance da felicidade que tanto buscamos. Precisamos de uma pausa, uma postura mais amorosa e compassiva para conosco, que nos permita substituir a luta, pelo relaxamento em nosso próprio ser.

Mas, este relaxamento só poderá existir, se estivermos plenamente conscientes de que já somos o que desejamos ser, e que o êxtase e a alegria pelos quais tanto ansiamos já se encontram dentro de nós.

Se ainda não os experimentamos, certamente é porque nossos olhos têm se voltado muito mais para fora do que para o nosso próprio centro.

Enquanto continuarmos focados apenas no que nos falta e nas dores e dificuldades que o estado de inconsciência nos impõe, a luz que nos guiará no alcance da harmonia interior, continuará oculta.

Ela precisa de um estado receptivo, relaxado e, acima de tudo, confiante, para que possa expressar-se em toda a sua plenitude.

…Não há qualidade ou energia que não possa ser convertida para o bem, para a bênção. E lembre-se, aquilo que pode tornar-se ruim, sempre pode tornar-se bom; aquilo que pode tornar-se prejudicial, sempre pode tornar-se útil. Útil e prejudicial, bom e ruim são direções. É uma questão simples de transformar mudando a direção e as coisas se tornarão diferentes.

A forma que você está se movendo agora é errada. Qual é a prova que algo está errado? A prova que algo está errado é que quanto mais você se move, mais você se torna vazio, quanto mais você se move, mais você se torna triste; quanto mais você se move, mais você se torna impaciente; quanto mais você se move, mais você é preenchido com escuridão. Se for esta a situação, então, certamente você está se movendo erradamente.

Bem-aventurança é o único critério para a vida. Se sua vida não é bem aventurada, então, saiba que você está se movendo erradamente. Sofrimento é o critério de estar errado, e bem-aventurança é o critério de estar certo – não há outro critério. Não há necessidade de perguntar a mais ninguém.

Você pode usar esse critério todo dia, na sua vida cotidiana. O critério é a bem-aventurança. É o mesmo critério de testar ouro esfregando-o em uma pedra: o ourives jogará fora o que quer que não seja puro e colocará o que é puro na sua loja.

Continue checando, cada dia, utilizando o critério da bem-aventurança; veja o que é certo e o que é errado. O que quer que esteja errado pode ser jogado fora, e o que quer que esteja certo começará a se acumular lentamente como um tesouro.
Osho, The Inner Journey      

Preciso de ajuda

por Maria Silvia Orlovas – morlovas@terra.com.br

A maioria de nós tem sempre disposição para oferecer ajuda, mas nem sempre se abre para receber. Para muitos, precisar dos outros é uma quebra de ego, quando se rompe o orgulho e se constata que não basta ser auto-suficiente.
Mas será que isso tem apenas o lado negativo, ou podemos tirar lições positivas?

Minha tarefa como terapeuta me coloca como ouvinte, não para chorar com o outro, como faria um amigo. Ouço para ajudar a perceber uma saída para as situações de dor e conflito. E como muitas vezes as pessoas não encontram explicações nessa vida, imaginam que as justificativas podem estar em outras vidas. E de fato isso acontece com freqüência. Se acreditamos em reencarnação e evolução espiritual, faz sentido pensar que algumas explicações possam estar no passado, mas com certeza o momento de mudança e de alteração de comportamento é aqui agora.
Apesar de nesses momentos de dor nos sentirmos vítimas do destino, e sem nenhuma ação, isso não é real. Por conta do sofrimento, é comum não vermos um caminho, mas isso não quer dizer que não exista.

Oswaldo viu numa sessão de Vidas Passadas seu esforço em cumprir as tarefas na fazenda do pai, enquanto o irmão levava a vida sem compromissos. Incompreendido pela família, sentia-se injustiçado e triste. Terminada a parte mediúnica, ele me contou que nesta vida a família também o abandonou, e as situações estavam se repetindo, disse ser trabalhador, exigente consigo mesmo, e que enfrentava um desgaste emocional.
“Preciso de ajuda,” disse com os olhos cheios de lágrimas.

Vendo aquele homem de mais de 50 anos romper suas barreiras para tentar entender porque as pessoas não o respeitavam me tocou. Pois sei o quanto é difícil receber ingratidão.

Oswaldo seguindo corajosamente na auto-análise, constatou que não colocou limites nos relacionamentos, fazia de tudo para agradar, assumia responsabilidade pelos outros, mas é claro, que tinha suas expectativas. Como era uma pessoa fechada, não fazia críticas abertas, não falava o que pensava, sofria sozinho. Porém, queria ser compreendido e amado. Quando sua esposa rompeu o casamento, os filhos não sabiam o que pensar e nem ele entendia muito bem o porquê.

Claro que conviver com uma pessoa que age assim não é fácil, porque as pessoas precisam de respostas, precisam saber se estão agindo certo ou não. Relacionamentos silenciosos não funcionam. No caso de Oswaldo, faltou o diálogo, faltou a construção de limites, no entanto, o problema não estava apenas no casamento.
Ele confessou que nunca pedira ajuda porque considerava uma humilhação, uma fraqueza, mas agora cansado de enfrentar desapontamentos compreendia que tinha sido muito orgulhoso. “Parece que estou repetindo esse tipo de atitude há muitas vidas. Ainda há solução para o meu caso?

Claro que sim. Para tudo há solução. Todos nós podemos aprender, podemos mudar. Aprender a receber ajuda exige uma boa dose de humildade e também de coragem. Muitas vezes as pessoas desenvolvem esse tipo de comportamento quando têm medo de amar, confiar, se entregar e se decepcionar. A auto-defesa se torna um escudo.
Todos nós devemos ser fortes, mas também é bom receber, e dar espaço para o outro oferecer amor e se sentir importante em nossas vidas. Estamos juntos para aprender e compartilhar.

Fonte: http://www.somostodosum.com.br

O que é moral? e a importância da reforma íntima

Por: Ana Cristina Lima

A  moral é um conjunto de regras de convívio que possui dois aspectos: o íntimo do individuo e o seu modo de agir.  A expressão advém do termo em latim mores cujo significado se faz incompleto, visto que a palavra grega êthos significa o sentimento interno e externo, ou seja, pensamento íntimo e conduta. Outra palavra grega ethica que condiz com a acepção atual da palavra ética condizem atos, costumes e regras sociais de um determinado grupo. A junção imperfeita dos termos gera atuais conflitos de entendimento de tais expressões que necessitavam aqui serem explicitadas.

Os ensinamentos de Jesus atestam a necessidade da adequação do sentimento íntimo do homem com o sentimento divino, nisto se resume a reforma moral, visto que o espírito fora feito simples e ignorante e seu aperfeiçoamento decorre do sentido da vida, qual seja o aprimoramento do ser. Por que o Criador em sua magnitude e misericórdia quer que suas criaturas conheçam as etapas da vida e dêem valor a cada uma delas rumo a certeza da perfeição.

Segundo esclarece o Espírito de Verdade em resposta a pergunta de nº621 , encontrada no Livro dos Espíritos, o conhecimento humano da lei divina decorre da própria consciência.  Portanto o despertar de consciência é conhecimento e aplicação da lei divina na vida íntima do individuo. Como bem esclarece o espirito Lancellin em sua obra Cirurgia Moral psicografada pelo médium João Nunes Maia:

”Se podes coordenar as tuas idéias, que o faças com harmonia. Se é do teu agrado disciplinar a tua fala, começa logo. Se podes dar cadência aos teus passos, que o faças também. Se podes vestir decentemente não deves esquecer-te de fazê-lo. Os outros caminhos norteados para a perfeição vão surgindo no páreo dos teus esforços e na busca, eles surgirão mais depressa, para que possas sentir a luz do discernimento com maior rapidez.

 Trabalha com interesse de servir bem, que o teu trabalho se transformará em alegria. Dispensa os adjetivos que não correspondam às qualidades enobrecidas do Evangelho e avança para os qualificativos que honram toda a policromia enriquecida pelo Amor nas variadas estações dos sentimentos. Confirma tua passagem, por onde passares, com a clareza e a perfeição do que deves fazer, que o Belo sempre honra o seu genitor. Em tudo o que fizeres, lembra-te de fazê-lo bem. Não te esqueças jamais o talhe da perfeição, que ela devolverá a glória para o próprio artista.”

 Muitos seres têm consciência da lei divina, mas insistem em permanecer acorrentados as vicissitudes humanas, esse status é meramente temporário, visto que a eternidade é muito longa para  alguns anos ou séculos de ócio, deste modo o bem é inevitável a qualquer criatura e o seu tempo de burilamento depende  do livre arbítrio individual.

Por fim, a reforma íntima se resume a adequação do sentimento do homem com Deus, algo que deve ser efetuado todos os dias por meio de reflexões de conduta do mundo interno e externo e analise crítica dos seus defeitos, qualidades e avanços para que cada um a seu tempo alcance a linha de chegada que é a perfeição.

Depressão tem cura

Por :: Maria Aparecida Diniz Bressani ::

Toda questão tem em si embutida a sua resposta.
Depressão é a vivência da dor profunda, da angústia, da sensação de falta, da pressão de uma culpa não sei do quê, da vontade de desistir de tudo, inclusive da vida… e por aí continua mais uma série de sintomas que nos fazem compreender que a pessoa está com Depressão.

A Depressão é como se fosse um ser que entra em sua casa pela porta dos fundos, sem ser convidado – na verdade é um intruso – e que lhe causa bastante incômodo e grande transtorno. Este ser – a Depressão – vai se instalando aos poucos, gradativamente. Sem que seja percebida claramente torna-se uma figura predominante e forte a ponto de mandar na rotina da casa, ou seja, determina a forma como a pessoa acometida por este mal vê a vida e, conseqüentemente, o seu comportamento.

Ela não permite que a pessoa perceba seu real valor e importância, levando-a, cada vez mais, a excluir-se da própria vida e das relações interpessoais. Sente-se um peso morto.
Quando começa a superar a doença, ao se dar conta de um recurso fundamental que tem dentro de si, para contribuir na qualidade de sua própria vida e na qualidade de vida dos outros ao seu redor, pouco a pouco percebe que faz diferença e tem a sua importância na vida das pessoas.
Este recurso é o Amor. E o estilo de vida de quem vive a Depressão é marcado significativamente pela falta de Amor.

O Amor é o grande antídoto e o grande solvente deste mal da alma. Esta é a resposta embutida dentro da questão da Depressão.
Olhando pelo ângulo psicológico, a Depressão é o sintoma da falta de Amor. Todos os outros sentimentos e sensações são decorrentes desta sensação de absoluta falta de Amor na própria vida.

A falta de Amor na vida torna-a estéril, insípida e sem significado.
É preciso recuperar o sentido da própria existência. Todos temos uma importância do porque existir. Todos nós ocupamos um lugar no mundo e na vida das outras pessoas.
Para Jung a consciência é unilateral, ou seja, ao desenvolver a consciência de Eu este EU olha a si mesmo, a vida, o mundo e as outras pessoas por um único ângulo, compreendido como verdadeiro e certo. Por isto dentro da psicologia dizemos que cada caso é um caso. E é justamente por ser esta visão unilateral, que na verdade torna parcial e limitada a forma de se relacionar com a vida.

A teoria da Inteligência Emocional nos fala que quanto mais opções de escolha e capacidade de suportar frustrações uma pessoa tem, mais ela é feliz.
A pessoa em Depressão se vê sem opções e se sente absolutamente magoada pelas frustrações impingidas pela vida; por isto sente-se cronicamente infeliz.
Se você olhar para a Depressão não apenas como aquele intruso que veio perturbar a paz da sua vida, mas sim como alguém que ao desequilibrar e tumultuar sua vida é, na verdade, o agente que veio possibilitar a transformação da forma limitada e parcial que você vivia até então sua vida… Verá então, a dor a serviço do bem!

Como bem o sabemos, a vida é a possibilidade de nos desenvolver e nos melhorar enquanto seres humanos que somos; e para isto, existem dois caminhos: pela Dor e pelo Amor.
Se a Depressão é a profunda sensação da falta de Amor significa que, então, escolheu-se o caminho da Dor para o desenvolvimento da alma enquanto ser humano.
Eu acredito que nenhum sofrimento é gratuito, portanto, o sofrimento que a Depressão impõe ao indivíduo, para mim, é uma forma de mostrar para si mesmo que tem algo de errado em sua vida, com suas crenças e nas suas verdades estabelecidas.
Por isto acredito que Depressão não é simplesmente para ser sofrida, mas, sim, para que seja usada como oportunidade para se rever suas crenças e verdades.
E justamente porque acredito que escolhemos os nossos caminhos de vida para o crescimento e o desenvolvimento da nossa consciência enquanto ser humano, que acredito que podemos virar à direita ou à esquerda nos caminhos da vida a qualquer momento que queiramos.

Portanto, o primeiro passo para sair da Depressão ou de qualquer situação insatisfatória que se vive é QUERER. Querer de coração, querer com todo o seu ser, querer com todo o Amor que está lá bem no fundo do seu ser. Apostar que é possível, mesmo que você se sinta neste momento dentro de um túnel escuro, numa curva onde não esteja vendo a saída e nem tenha certeza que está indo na direção correta; não faz mal, o que importa é alimentar seu querer com a fé e a certeza de que existe uma saída, porque Depressão tem cura.

Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=02482